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Dookie: 30 anos de melodias e letras sobre as angústias adolescentes

Lupa Charleaux

Conheci o Green Day pouco antes do lançamento do American Idiot. Foi durante um programa da MTV chamado Pulso, lá entre 2003 e 2004. O quadro Pulsocard mostrou uma lista de influências do trio –  Ramones, Sex Pistols e Buzzcocks – e o disco essencial para conhecer eles: Dookie.


Depois, o programa exibiu o clipe de When I Come Around e fiquei apaixonado pela melodia da música. “Esses caras vestem umas roupas parecidas com as minhas… Que legal!”.



Anotei o nome da banda e do disco e, uns dias depois, fui à uma lan house e acessei o Rádio Terra (Meu Spotify antes de existir o Spotify). Procurei o Green Day, coloquei o Dookie para tocar e ouvi o disco em um fone de ouvido bem modesto.


Tive a sensação de já ter ouvido as 14 músicas e o pouco que entendi das letras com meu inglês “Basic” foi o suficiente para me conectar com a banda.


Mais alguns dias – ou semanas, ou meses. Não lembro direito –, juntei um dinheiro e pedi uma carona para o meu pai e fui em uma loja de discos no Gonzaga (bairro/centro comercial de Santos/SP).


Passei em várias lojas até encontrar ele: o CD do Dookie do Green Day.


Voltei para casa, coloquei o CD para tocar no aparelho de som e o disco parecia ainda melhor do que a primeira vez que ouvi na lan house. Agora com o encarte e as letras na mão, consegui me conectar mais ainda com o disco.


A partir daí, o Green Day virou uma parte importante da minha vida.


Hoje, o Dookie não é meu disco favorito do Green Day. (Nimrod é uma obra-prima do pop punk e sempre irei defendê-lo). Mas reconheço que esse foi um álbum que conseguiu mudar minha vida quando ele tinha quase 10 anos na época e continua sendo incrível 30 anos depois do lançamento.


Parabéns, Dookie!





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